10 maio 2013

A Última Música

Nome Original: The Last Song
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2010
N° de páginas: 399
Categoria: Romance
Narrador: Onisciente

Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida. 

Resenha: Desculpem, necessito fazer a comparação com o filme.
Amei os atores. Achei que combinaram perfeitamente. Algo que me irritou foi a relação Ronnie-Steve. No filme, faz parecer que o pai a detesta, detesta aquilo em que ela se transformou, tudo o que os dois sabem fazer é brigar, brigar e brigar. E não é essa a relação deles no livro. OK, a Ronnie continua tentando fazer da estadia dela na casa do pai um inferno, mas ele é um doce, e quer fazê-la sentir-se em casa. E eles recuperam uma amizade forte logo de cara. No filme, a Ronnie praticamente só fala com o pai mais ou menos pro final, o que nos faz ter uma visão errada sobre ela.
                                                                        *-*-*
Agora, sem filme. Sparks é um perito em escrever histórias de amor. Normalmente, elas sempre seguem a mesma linha: paixão à primeira vista, amor eterno, jamais vou me esquecer de você, somos perfeitos juntos, almas gêmeas, e por aí vai. Sempre uma coisa meio clichê. Isso não difere em A Última Música, mas o que mais gosto são os detalhes do livro: a relação de Ronnie com o irmão, por exemplo, é a minha favorita. Por que logo de cara nos apresenta uma Ronnie completamente diferente daquela que seus pais sempre reclamam. O fato de que Ronnie não encontra apenas uma mor na Carolina do Norte, mas encontra, principalmente, a ela mesma, nos mostra que nós somos completamente diferentes quando não estamos em um lugar que nos encaixamos, com as pessoas erradas. Ela encontra o Will de uma maneira muito desagradável  o que a leva a não gostar dele nem um pouco. Mas depois, o sentimento muda completamente. E não é assim que nos sentimos com muitas pessoas? Num primeiro momento, mão gostamos da roupa que ela está usando, da música que ela está ouvindo, da maneira como ela anda, e depois, elas passam a se tornar pessoas adoráveis? Ou então vice-versa.
E tartarugas. tartarugas marinhas, meus caros. Impossível não amá-las depois desse romance.

06 maio 2013

A Mulher De Preto


A MULHER DE PRETO
Nome original: The Woman In Black
Autora: Susan Hill
Editora: Record
N° de páginas: 208
Ano: 2012
Categoria: Suspense /Terror
Narrador: Personagem

Sinopse: O jovem advogado Arthur Kipps, foi enviado a cidade mercante de Crythin Gifford para verificar os documentos e os papéis particulares da recém-falecida Sra. Alice Drablow, uma viúva idosa que vivia sozinha na solitária e afastada Casa do Brejo de Enguia. Enquanto trabalha na casa, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.

Resenha: Só posso dizer que me surpreendi com a história. Uma digna história de terror na qual você não precisa de um banho de sangue para ficar com medinho. Susan Hill tem uma maneira de escrever que nos prende da primeira à última página, nos deixando com uma curiosidade básica e um aperto no peito. Por que você lê as coisas que te surpreendem, que fazem você se sentir na história, no papel do Arthur. E digamos que a situação não é das melhores para o pobre coitado.
Arthur é o tipo de cara que você não sabe se é corajoso ou se é burro. Acho que existe um limite entre essas coisas, e, durante boa parte do livro, achei que o Arthur o tivesse cruzado a linha imaginária. Mas não. Ele tem medos e responsabilidades. Sabe enfrentar seus medos para seguir com suas responsabilidades. Não tem essa de que alguém viu um fantasma, e “NÃO, NÃO É UM FANTASMA, NÃO HÁ LÓGICA” durante todo o livro, e na última página vem com aquela lição de moral, dizendo que as almas de outros mundos existem, e blablabla. Ele não admite de cara, algo que seria idiota, levando em conta a história, mas há um realismo, o fato de que ele aceita que há algo que não é mais humano no lugar. E mesmo assim, continua lá.
Se você esperar por algo parecido com o filme, se surpreenderá (mas, talvez não se decepcione) com o desfecho.



01 maio 2013

Morte Súbita

Nome Original: The Casual Vacancy
Autora: J. K Rowling
Editora: Nova Fronteira
N° de Páginas: 504
Ano: 2012
Categoria: Ficção Inglesa
Narrador: Onisciente

Sinopse:
Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.
Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.
A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos.

Resenha:
Durante uns bons seis capítulos, estava me decepcionando com o livro. Talvez, como qualquer fã da saga Harry Potter, estivesse esperando alguma ligação com a saga, mesmo que fosse miníma, mas não há. Rowling me surpreendeu com o livro. Não há resquícios de fantasia na história. Há a verdade nua e crua, em tudo.

Mas depois, a história fica relativamente mais interessante. Não é como em Harry Potter, que nosso herói foi apresentado como "O menino que sobreviveu ao Avada Kedavra". Você descobre coisas sobre as personagens até o último capítulo. Você se surpreende todo o tempo com o que elas são capazes de fazer. Eu, pessoalmente, tive uma péssima opinião sobre vários personagens, no início. Mas, com o tempo, Rowling apresenta-nos o seu passado, e é impossível não sentir pena, raiva, ou compaixão.

Apenas mais um detalhe: será impossível, depois de ler o livro, ouvir a música Umbrella, de Rihanna e Jay-Z, sem se lembrar de algumas personagens, É tipo uma música-tema.


A Culpa é das Estrelas


Nome Original: The Fault in Our Stars 
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
N°de páginas: 288
Ano: 2012
Categoria: Romance
Narrador: Personagem


Sinopse:
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Resenha:
A Culpa é das Estrelas me prendeu na primeira página.

De primeira, antes de começar a ler, considerei como mais uma história romântica envolvendo a protagonista com um câncer terminal ou coisa do gênero. Mas não se trata disto. Quero dizer, se trata, em parte. Hazel Grace possuí câncer, mas está conseguindo combatê-lo, muito embora saiba perfeitamente que só consegue mais alguns anos de vida.

Uma das coisas que mais marcam na história é o fato de que, quando o Augustus Waters aparece, não se trata de paixão à primeira vista, ou então desgosto para tornar-se algo a mais. Hazel gosta dele, mas não fica apaixonada bobamente, pensando nele durante todo o tempo. Essa realidade diferente que o Green pôs em seu livro me tocou.

E, acho que, além da história realista e fofa, é incrível a capacidade que ele tem de distorcer as personagens, e, em momentos que você quer chorar, ele nos faz rir. E, por sinal, o livro me fez rir do começo ao fim. Te dá um gosto de quero mais.