10 julho 2013

Eu sei o que você está pensando

Nome Original: Think of a number
Autor: John Verdon
Editora: Arqueiro
Ano: 2010
N° de páginas: 340
Categoria: Suspense
Narrador: Observador

Sinopse
Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: "Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número." Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.

Resenha
Como alguém poderia saber em que número, de um a mil, você pensaria? O detetive David Gurney, um dos melhores detetives de NY, é chamado como consultor para este caso na pequena cidade onde agora vive, mas nem ele o consegue.

“Ora, quando você tira o impossível, o que sobra, por mais improvável que pareça ser, deve ser a verdade."




David Gurney é bem um Sherlock Holmes de Nova York, porém um Holmes solitário. Não acho que deva haver detetives sem um Watson por perto. Mas considero Madeleine, esposa do Gurney, uma ajudante nas horas vagas. No começo, ela é colocada de forma superficial durante a história, apenas como a esposa dele, mas quando os casos começam a ficar difíceis, Gurney pede sua ajuda, e ela dá umas hipóteses meio loucas, mas que quase sempre estão certas. Li em algum lugar algo sobre o décimo homem, que é mais ou menos assim: se nove entre dez homens concordam com algo em comum que estava sendo discutido, é dever do décimo homem discordar, por que ele deve levar em conta a hipótese dos outro nove estarem errados. Acho que Madeleine é esse décimo homem da história na maior parte do tempo.

É um suspense muito bom, à lá Conan Doyle, onde você não vê ligação nenhuma entre os crimes, apenas sabe que elas existem, onde temos desconfiança de quase todas as personagens. É bem focado nos casos a resolver, mas ainda tem as partes que remetem ao passado do detetive Gurney, ao contrário de Sherlock Holmes. Não sei por que estou comparando. Comparações não são algo relativamente bom, mas para os livros de mistério eu sempre comparo à Holmes ou à Scooby-Doo. Bem, retomando, ao contrário de Holmes, é mencionado o passado de Gurney, e também seus sentimentos. Algo que, para mim, teve um significado diferente do que dos demais (que é apenas para a história ter alguma semelhança com os livros escritos hoje em dia). Gurney se afastou da esposa e do filho mediante aos casos que pegava quando trabalhava. Agora, aposentado, porém com este caso, ele ainda está se afastando de Madeleine. 

Não dá pra colocar bem em palavras sem dar spoiler, mas coloquemos desta forma: existem pessoas que se importam com você, existem pessoas que não se importam com você, existem pessoas que se importam com você até o ponto onde você pode ajudá-las, e existem pessoas que nem sabem que você existe. Você tem uma meta (no caso de Gurney, resolver o caso). Até onde você vai? Quais pessoas você burlaria, que sentimentos você atropelaria, quem você magoaria para alcançar um objetivo? Você burlaria você mesmo, deixaria seu passado completamente inerte? Por mais que digam que devemos deixar o passado para trás, devemos superar nosso passado, e não apenas colocá-lo de lado.

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