08 janeiro 2014

O Teorema Katherine

Título Original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Categoria: Ficção americana
Narrador: Onisciente

Sinopse:
 Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Resenha:
Com tantas críticas negativas que ouvi sobre o livro, não estava entusiasmada com a leitura. Porém, assim que o peguei, devorei cerca de cem páginas em uma hora e meia (não parece muito, mas eu tava no busão, e ler em ônibus que gosta de brincar de liquidificador não é algo divertido). A maioria das reclamações que li e ouvi a cerca de Teorema foi porque “não se compara ao magnífico A Culpa é das Estrelas.” Bem, é óbvio que não. Não tem como um livro de algum autor ser à altura de outro do mesmo. Eles exploram caminhos diferentes, histórias diferentes, lições diferentes. Aqui informo: O Teorema Katherine não me transferiu um décimo das emoções que vivi para com A Culpa é das Estrelas. ACEDE me fez rir e chorar, me tocou profundamente. É um drama juvenil. Teorema é uma comédia. Aquelas comédias em que supostamente há um drama, mas o drama da personagem só lhe faz rir. É uma história com poucos sentimentos aflorados. Completamente e absurdamente diferente de A Culpa é das Estrelas. Só porque este outro fez mais sucesso e é magnífico não significa necessariamente que ele é ruim. Pelo contrário, é ótimo.

Parabenizo principalmente aos trabalhos de  Umberto Figueiredo Pinto (Revisão); Anna maria Sotero da Silva Neto (Revisão Técnica de Matemática); Renata Pettengill (tradução). Um livro repleto de anagramas e outras coisas totalmente voltadas para a cultura inglesa foram excelentemente traduzidas, com ênfase nas páginas 86 e 87, onde Colin escreveu uma frase utilizando-se dos 99 primeiros dígitos de PI.


O que me decepcionou no livro foi o chamado “final sem noção.” Literalmente, um final sem noção. Esperava muito mais dele. Mas, início e meio são engraçados, com coisas acontecendo, mas não transmitem uma emoção. Até agora foram três livros do John Green lidos, e, particularmente, assim como muitos, O Teorema Katherine foi de longe o pior. Mas isto não significa necessariamente ruim.



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