09 março 2014

Extraordinário

Nome original: Wonder
Autor: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Categoria: Ficção americana
Narrador: Personagem

Sinopse:

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Resenha:

Não julgue um livro menino pela capa cara
Quando vi a sinopse do livro, realmente esperava por algo que me tocasse, pois ela por si só me tocou. Eu apenas não esperava que fosse tanto.
Sabe quando você pega nas mãos um livro, e espera que ele seja bom, e ele é melhor do que você jamais pensou que fosse? Um livro que faz com que você se sinta... extraordinário?
Já vi pessoas diferentes na rua. Com rostos deformados por causa de alguma tragédia que lhe ocorreu, problema genético, por alguma coisa. E, é instantâneo o desvio do olhar quando percebe que a pessoa está olhando, ficar sem graça por causa disso, ou ser mais gentil do que supostamente seria se ela fosse alguém, como dizer, normal? Apenas nunca pensei nisso no ponto de vista dela. Quantas pessoas já desviaram o olhar. Quantas pessoas já o trataram diferente. E é na narrativa do Auggie que vejo isso, e vejo também o preconceito em seu rostinho deformado. Vejo a maldade das crianças, o nojo por algo que não se pode mudar.
Minha mãe me abraçou mais apertado, se inclinou e deu um beijo no alto da minha cabeça. 
- Eu que agradeço, Auggie - respondeu ela. 
- Pelo quê? 
- Por tudo o que nos deu. Por entrar nas nossas vidas. Por ser você. - Inclinou-se de novo e sussurrou em meu ouvido: 
- Você é mesmo extraordinário, Auggie. Você é extraordinário.
O gostoso  da história é ver o August como o centro do mundo, mas não do Universo. O gostoso da história é ler a perspectiva dele, dos amigos, da irmã. Ver o que cada um acha. Ver os diferentes lados de uma mesma história. A escrita é simples e envolvente. O tema abordado é emocionante. Vivemos num padrão de beleza, e quem não o segue, sofre os preceitos maldosos da sociedade. Humanos são cruéis. E humanos são bondosos. Isso sempre existiu, e acho que sempre existirá. E a pena é algo marcante nesse livro. A pena constante que Auggie sofre das pessoas ao seu redor, que enxergam apenas sua aparência, e não veem a criança feliz e igual a todas as outras que existe nele.


É como aquelas pessoas que às vezes você vê e não consegue imaginar como seria estar no lugar delas, seja alguém em uma cadeira de rodas, ou alguém que não pode falar. Eu sei que sou essa pessoa para os outros, talvez para todas as pessoas naquele auditório. Para mim, porém, sou apenas eu. Um garoto comum.

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