01 dezembro 2015

A Filosofia por trás de Maze Runner

"Sua vida anterior já não existe mais.
Uma nova se inicia.

Lembre. Corra. Sobreviva."



Aqui irei dissertar um pouco sobre o que achei do livro e também as reflexões que ele me trouxe. Fica a seu critério continuar lendo, tendo em mente que podem ter revelações sobre o enredo (fiz o máximo que pude para não fazer isso).


Toda a trama é muito intrigante e original - para mim - e por isso Maze Runner se tornou algo especial. Os questionamentos que Dashner trás desde o inicio provocam uma leitura compulsiva a procura de uma resposta.  Eu fiquei tão surpresa com tudo que me levou a refletir filosoficamente sobre o assunto.

Subindo em um elevador escuro e sem nenhuma memória, Thomas passa por um momento de bastante desespero. Ao chegar ao seu destino, descobre que está em um grande espaço cercado por enormes muros de concreto, que é chamado pelos garotos que lá habitam de "Clareira". Os muros da Clareira guardam um enorme e indecifrável labirinto que tem intrigado à anos os clareanos que tentam encontrar uma saída e uma explicação por estarem alí.
Além disso, todas as noites as portas que levam ao labirinto são fechadas por um mecanismo desconhecido e quem se sujeitou a passar a noite lá fora nunca mais voltou devido as criaturas monstruosas que surgem à noite.

Uma vez por mês um novo garoto é entregue através do elevador junto de mantimentos e animais que sempre possuem a sigla C.R.U.E.L., que seria os supostos "Criadores". Thomas foi o último garoto a chegar lá e não está nem um pouco conformado com a situação como a maioria dos meninos está. Ele fará de tudo para descobrir como chegaram ali, quem eram e o por quê estão naquele lugar.
Todos vivem na Clareira normalmente aceitando a situação que foram colocados pois tem comida, tem abrigo e isso é o suficiente para viverem. Todos questionam o por quê as coisas são da forma que são, porém a maioria acaba se conformando a viverem assim por ser tão difícil encontrar uma saída.
O convívio dos garotos nessa pequena sociedade fez com que fossem criadas regras básicas para o conforto de todos, como não machucar/matar outro menino, não entrar no labirinto sem a permissão dos outros e a participação de todos na manutenção e no auxílio da Clareira são obrigatórias. Caso ocorra o contrário o garoto será punido.

Thomas inconformado com a situação, muda a rotina da Clareira e trás instabilidade a alguns jovens como Gally. Ele estava tão conformado e acostumado com sua vida que quando as pessoas começam a se revoltar contra o sistema em que vivem, Gally fica extremamente irritado. Para ele, a busca por uma saída desse mundo que foi determinado a eles o tira da sua zona de conforto, pois isso pode piorar o modo como vivem.

Então podemos ver claramente o determinismo e o existencialismo presente a todo o momento. Eles estão determinados a viverem desta forma  e questionam sua existência, assim representando a sociedade em que vivemos de uma maneira fictícia e simbólica.

Cena do labirinto em "Maze Runner - Prova de Fogo"
O labirinto representa a dificuldade de conseguir sair do quê você está pré-determinado e os Verdugos - as criaturas mortíferas - são os obstáculos que farão você desistir da sua fuga, como a fome e a necessidade de coisas da nossa sociedade.

Podemos entender claramente a situação ao exemplificá-la ao que a sociedade espera que todos nós façamos. Estudar, passar em uma boa faculdade, ter um bom emprego, casar e construir uma família. Não viver isso seria sair completamente do que a sociedade espera de nós, o que é tão difícil quanto o labirinto. Os obstáculos viriam como o frio e a fome, e escapar disso sem se direcionar as criações do sistema - como o dinheiro para comprar tais coisas - é mais difícil ainda, assim como os Verdugos e os suprimentos do C.R.U.E.L..

Tanto Dashner quanto a adaptação cinematográfica nos fazem pensar e refletir, estaríamos nós realmente livres mesmo não estando presos em um labirinto? Estaríamos nós realmente vivendo o que gostaríamos ou aprendemos a "gostar" do que vivemos? São questões feitas para saírem da ficção e tomarem lugar na realidade em que vivemos, afinal, a sociedade é C.R.U.E.L. ou não?

09 novembro 2015

O Concorrente • Resenha

Detalhes
Nome: O Concorrente
Nome Original: The Running Man
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Nº de Páginas: 310
Ano: 1982
Categoria: Aventura, ação, distopía
Narrador: Observador

 No ano de 2025, a maior parte da população vive na pobreza e muitos apostariam o pouco que tem para reverter essa situação.

 Sendo assim, uma emissora de tv chamada GratuiTV propõe uma vida milionária e maravilhosa nos mais absurdos programas e reality shows, onde o prêmio só é alcançado após muita tortura e mortes.


Cartões plásticos com tarefas foram lidos e mostrados entre o grupo. Houveram resmungos abafados, vivas e vaias. (...)
- Esse tal de Quanto Calor Você Aguenta, nossa, eu detesto calor...
- Esteira para a Grana, puxa, eu não sabia que meu coração estava...
- Ei Jake, você já viu esse tal de Nade nos Crocodilos?

07 novembro 2015

O Jogo Infinito • Resenha


Detalhes
Nome: O Jogo Infinito - A Doutrina da Morte 
Nome Original: The Eyes of Mind
Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Nº de Páginas: 300
Ano: 2014
Categoria: Aventura, ficção científica
Narrador: Observador

Michael é um garoto que vive em uma sociedade não tão distante da nossa realidade, porém no futuro. Lá a VirNet substitui a vida real, sendo capaz de levar seus usuários a qualquer lugar do planeta, inclusive locais fictícios para diferentes funções, através de um "caixão" altamente tecnológico que a pessoa deita e é transportada para este mundo.

 Assim como Michael, a maioria das pessoas utiliza a VirNet para o entretenimento através dos milhares de jogos disponíveis, ou então podem utilizá-la para encontrar amigos distantes "pessoalmente" neste mundo virtual.
Com a tecnologia do caixão, você pode sentir abraços, o gosto dos mais diferentes tipos de comida e também a dor de um soco ou um tiro. Sendo assim, vivendo em um mundo tão real e falso ao mesmo tempo, Michael e seus melhores amigos virtuais, Bryson e Sarah, encontram formas de hackear este sistema e burlar as regras como a entrada de menores de idade em certos jogos ou equipar-se das melhores armas sem precisar subir de nível ou gastar seu dinheiro virtual.